A revolução da Osteopatia no Esporte

A revolução da Osteopatia no Esporte

A Osteopatia está ganhando cada vez mais espaço no meio esportivo, inclusive esteve presente nos jogos olímpicos do Rio de Janeiro no ano passado, sendo amplamente utilizada com atletas amadores até os maiores clubes de futebol europeu.

Mas o que é a Osteopatia? Trata-se de uma metodologia de avaliação e tratamento baseada em princípios anatômicos e fisiológicos que regem a regulação do corpo. A especialidade ajuda a aliviar, corrigir disfunções e recuperar lesões musculoesqueléticas e alterações orgânicas em geral. Através da intervenção manual sobre tecidos (articulações, músculos, fáscias, ligamento, capsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático), a osteopatia visa restabelecer a função das estruturas e sistemas corporais.

No esporte dá-se grande foco em melhorias biomecânicas do atleta, aos processos de recuperação pós-competições e prevenção de lesões, além de serem largamente utilizadas para tratar tendinites, bursites, entorses, hérnia de disco, dentre muitas outras. Para isso é feita uma avaliação que visa identificar os fatores predominantes em relação à necessidade do atleta, desde restrições articulares, hábitos alimentares até problemas emocionais, e então o tratamento é realizado por técnicas de terapia manual e, quando necessário, faz-se o encaminhamento a profissionais específicos (médicos, nutricionistas, psicólogos, etc.)

Nos momentos pré-competição, a abordagem osteopática pode permitir alívio rápido de desconfortos e melhorias no desempenho competitivo, de acordo com relatos presentes em estudo publicado na American College of Sports Medicine em 2008. Além disso, é um tratamento muito seguro e que não utiliza medicamentos – o que permite ser realizado em conjunto ao tratamento médico.

Renan Pivetta é fisioterapeuta formado pela UNESP, especialista em osteopatia e monitor da Escuela de Osteopatía de Madrid Brasil. 

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