Comércio ilegal: uma ameaça às lojas do Brás

Comércio ilegal: uma ameaça às lojas do Brás

Comércio ilegal: uma ameaça às lojas do Brás

Quem costuma frequentar as lojas do Brás sabe que caminhar pelas ruas Oriente, Maria Marcolina e Barão do Ladário, tornou-se uma tarefa impossível, tamanha a quantidade de barracas e camelôs espalhados por estas vias. Tal condição ainda inviabilizou o tráfego de carros e ônibus.

Não bastasse isso, donos de lojas do Brás sofrem com camelôs que comercializam produtos de procedência duvidosa em suas calçadas. A competição é desleal. Enquanto os primeiros arcam com altas cargas tributárias para atuarem dentro da lei (isso sem contar os demais gastos, como salários de funcionários e contas), os ambulantes o fazem na ilegalidade.

Há casos de lojistas que após trinta anos atuando no bairro baixaram as portas após amargarem sucessivos prejuízos causados pelos camelôs. Os donos de restaurantes dali sofrem com o mesmo mal. As incontáveis barraquinhas dispostas na calçadas chegam a servir até almoço a céu aberto – claro, sem qualquer inspeção da Vigilância Sanitária.

Uma reportagem veiculada recentemente na imprensa escancarou mais um absurdo. Pessoas ditas ‘representantes dos camelôs’ cobram deles taxas para armarem suas barracas nas ruas e calçadas. Há relatos de ‘aluguéis’ na faixa de R$ 500 por semana. Já a ‘compra’ de um ponto pode sair por até R$ 100 mil. Ninguém sabe dizer para onde vai o dinheiro, mas certamente não aos cofres do município.

Há pouco tempo a prefeitura realizou uma ação no shopping 25 de Março para combater o comércio de produtos piratas, mas nada foi feito em relação aos camelôs. A julgar pelo preço de venda das mercadorias, bem menor em relação às lojas, é impossível não encontrar ali a combinação sonegação de impostos + falsificação + produtos roubados.

Em visita à região com o prefeito João Doria antes de sua posse, ouvi os lojistas pedirem a expansão da Operação Delegada para coibir a prática irregular dos camelôs no bairro. Até o momento, nada foi feito.

Uma ação articulada entre a prefeitura, a Polícia Militar e a Receita Federal também seria de grande valia. As lojas do Brás e seus proprietários não podem mais sofrer prejuízos e ficar sem o amparo da lei e da administração municipal.

Mario Covas Neto é vereador da cidade de São Paulo.

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