Deficiente física supera seus limites e aprende a nadar

Deficiente física supera seus limites e aprende a nadar

Veronica superou limites e aprendeu a nadar

Verônica Casseana, com déficit motor nos membros inferiores, ressalta que a atividade na água proporciona momentos de liberdade.

Superar limites e encarar o medo de nadar com deficiência física, foi libertador para Verônica Casseana de Souza Rodrigues, de 36 anos. A aluna da academia Batalha VIP, que tem déficit motor nos membros inferiores, conta que o seu maior medo em relação a natação era se machucar, fazer algum movimento errado que lhe causasse dor, já que realizou uma cirurgia na coluna.

Verônica ressalta que o a que fez superar o medo foi tentar até dar certo. “A natação me faz sentir livre. Na água eu não tenho empecilho. Na água eu não preciso de nenhum tipo de muleta”. “Para um deficiente físico a oportunidade de praticar um esporte, de maneira democrática, de igual pra igual é libertador, ajuda em tudo, desde a condição física, quanto na condição psicológica”, explica Verônica.

“Não posso esquecer-me da professora Aline que me conduziu no início. O fato dela estar na água comigo me auxiliando foi muito importante para que adquirisse confiança”, afirma.

De acordo com a professora de Educação Física da academia Batalha VIP, Aline Queiroz Alves, a natação, além de garantir diversos benefícios para a saúde, proporciona um momento de liberdade para as pessoas com deficiência física, já que conseguem movimentar-se livremente, sem o auxílio de bengala, muletas e etc.

“Hoje, eu vejo a Verônica como exemplo de superação. Quando começou a fazer natação ela tinha dificuldade na flutuação e também na recuperação (retornar os pés ao solo). Devido a sua deficiência, Verônica não tinha muita força abdominal. No início eu a acompanhei dentro da água, apoiando-a e executando os movimentos necessários, a fim de lhe proporcionar mais segurança. Em alguns meses começou a sentir maior confiança e aos poucos foi se adaptando”, conta a professora.

“Ela está feliz e com muito mais autonomia, sentindo-se cada vez mais capaz. Já está nadando os estilos crawl e costas”, comemora, Aline Queiroz.

“Eu ganhei muita força depois da natação e ver a mudança no meu corpo é gratificante”, celebra Verônica.

A professora de Educação Física finaliza dizendo que para perder o medo de nadar, é preciso paciência e muita disciplina. “Que sejam assíduas para que superem os seus limites”.

Reportagem: da redação. Foto: Divulgação.

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