Especialistas falam sobre prevenção e detecção precoce do câncer de prostata

Especialistas falam sobre prevenção e detecção precoce do câncer de prostata

0 250
Especialistas do Hospital Dom Alvarenga falam sobre câncer de próstata
Exames como PSA e toque retal podem facilitar o diagnostico da doença

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de próstata é o principal câncer entre os homens no Brasil. A melhor maneira de prevenir mortes pela doença é por meio do diagnóstico e tratamento precoce.

Exames anuais, como PSA (Antígeno Prostático Específico) e toque retal, são recomendados para homens a partir dos 50 anos. Pacientes com histórico familiar (pai e/ou irmão) de câncer de próstata, devem procurar um especialista aos 45 anos, afirma Daniel Makoto Tsuchie, Urologista do Hospital Dom Alvarenga. Além disso, o médico ressalta a importância também de realizar anualmente exames de laboratório geral (colesterol, triglicérides, glicemia, creatinina, urina).

Segundo o Dr. Pedro Aguiar Jr., Oncologista do Hospital Dom Alvarenga, quando descoberto precocemente, a chance de cura é de 100%. Uma vez detectado o câncer já com a presença de metástase a chance de cura cai para 30%.

O especialista explica que os pacientes só desenvolvem sintomas da neoplasia quando a doença já está muito avançada. Esses sintomas são mais relacionados às metástases do que à doença primária. Por isso, os exames de prevenção são extremamente importantes. “Os sintomas mais comuns decorrem das metástases. Como os ossos são sítios frequentes de disseminação, o paciente pode apresentar dor óssea e dificuldade para se movimentar. Já na doença localizada, os sintomas mais comuns são relacionados à obstrução da urina causada pela próstata com dimensão aumentada como ardor para urinar e retenção de urina”.

Segundo o urologista, todos os homens podem ter câncer de próstata, mesmo sem história familiar ou sintomas. “A incidência aumenta com a idade, sendo que quase 15% dos homens desenvolverão a doença durante a vida”.

Caso a doença seja comprovada, o oncologista esclarece que o tratamento é sempre multidisciplinar. Isso significa que o paciente é visto como um todo e cada especialista contribui com os conhecimentos de sua especialidade. “De maneira geral, doenças localizadas são tratadas com cirurgia ou radioterapia e pacientes com doença avançada podem precisar de quimioterapia”. Ainda segundo o Dr. Pedro, o mais importante é a prevenção para o sucesso do tratamento.

Reportagem: Da redação. Foto: Divulgação.

Nenhum Comentário