Espiritualidade aliada à medicina

Espiritualidade aliada à medicina

Algumas pessoas, por hábito ou desinformação, resistem a algo novo ou desconhecido. Será que, ao enfrentar problemas de saúde, as pessoas ignoram um recurso inovador que traga benefícios e expectativas de resultados melhores?

Evidências científicas comprovam que, quando o profissional de saúde fortalece ou incentiva a espiritualidade, o paciente apresenta menos depressão, ansiedade e segue as instruções médicas.

Um estudo desenvolvido por um grupo de médicos, dentre os quais Leandro Romani e Harold Koenig, sobre espiritualidade e saúde no currículo das escolas de medicina do Brasil  revela que apenas 10,4% das faculdades de medicina oferecem cursos específicos sobre saúde e espiritualidade e 40,5% abordam o conteúdo de maneira indireta. Isso prova que a maioria dos profissionais de saúde não é preparada para prestar assistência espiritual aos pacientes.

Segundo o Dr. Romani, negar essa assistência é negligenciar um recurso disponível. “Cabe ao médico facilitar a conexão do paciente com a espiritualidade dele, potencializando um resultado positivo dentro do tratamento”, ressalta.

Muitas pessoas reconhecem a conexão entre saúde e espiritualidade. Vários pacientes gostariam de que seus valores religiosos e espirituais fossem considerados no tratamento, mas isso ainda não ocorre.

“Os médicos deveriam ser sábios guias espirituais, que conduzem para a saúde e esperança”, afirmou a pensadora Mary Baker Eddy no final do século XIX. Hoje já não se discute se a espiritualidade influencia a saúde, mas sim o quanto ela beneficia o paciente.

Capacitar médicos e enfermeiros a dar assistência espiritual é oferecer ao paciente a oportunidade de relacionar espiritualidade e saúde. Não há porque resistir a uma inovação que só pode beneficiar a todos.

andrea_cabral

Andrea Cabral é advogada e jornalista. Atua como porta-voz da Ciência Cristã no Brasil e é colunista do portal SP Jornal.

E-mail: brazil@compub.org