O caminho para a liberdade mental

O caminho para a liberdade mental

Quantas vezes diante de determinadas situações as pessoas sentem limitações e acreditam que não existe saída? Podem as árvores ensinar algo sobre isso? Uma canção de Joan Manuel Serrat diz: “Porque sou como uma árvore cortada, que volta a brotar: eu ainda tenho vida”.

Uma árvore cortada que renasce e agradece por ter vida…

O eucalipto é uma árvore que pode ser cortada mais de três vezes e ainda voltar a crescer. O tronco é o caminho pelo qual percorrem os nutrientes, vindos da raíz até as folhas. A parte externa do tronco não pode crescer novamente porque é matéria orgânica morta, mas a interna sim, pode renascer.

Talvez estejamos focando mais no bosque do que na árvore.

É comum ouvirmos comentários como “não posso” e “não tenho”. Mas, quão eficaz seria se substituíssemos essas frases pelas afirmações “eu posso”, “eu tenho!”

A metafísica cristã ensina que as coisas são pensamentos. Não se muda o problema somente com um bom pensamento, mas sim se muda o senso de limitação pelo senso de infinitude; o senso de escassez pelo de abundância espiritual. Todo problema é de certa forma uma manifestação de insegurança ou de ignorância sobre o bem divino.

Quantas pessoas desejam se sentir livres!

O direito à liberdade pode significar muitas coisas diferentes: liberdade de amar, liberdade de escolha, liberdade de expressão, liberdade mental e física.

A liberdade mental começa ao se libertar do passado e do medo, exercendo a capacidade de mudar a forma de pensar e agir.

Fernando Luis Gómez, médico psicanalista e especialista em estudos pedagógicos na Colômbia, declara que: “Com bastante frequência, a chamada saúde mental entra em conflito com a liberdade. O que é mais importante, a saúde mental ou a liberdade? Os psiquiatras em geral alegam que a saúde mental é mais importante para preservar a vida, e consideram que a liberdade, em uma sociedade democrática, civilizada e livre, é mais importante do que a chamada saúde mental”.

Manter-se com ânimo receptivo nos predispõe a receber com prazer todo o bem que nos espera e nos eleva acima dos desafios. Um pensamento correto promove uma ação correta e natural.

Mary Baker Eddy, ao aprofundar-se na metafísica cristã, percebeu que, quando o pensamento se move em harmonia e é dirigido pelo Amor divino, obtém-se a paz interior. Além disso, declara que: “Tudo o que escraviza o homem se opõe ao governo divino. A Verdade liberta o homem”.

Então, por que limitar-se pela forma de pensar? Para cada desafio que se apresenta, existe a capacidade de enfrentá-lo; e se pode renascer, ao reconhecer as infinitas possibilidades e ideias que a Mente divina oferece a cada um. Tal renascimento proporciona uma nova experiência de vida que possibilita a compreensão da totalidade espiritual.

Um versículo bíblico diz: “Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como o lírio e lançará as suas raízes como o cedro do Líbano. Estender-se-ão os seus ramos, o seu esplendor será como o da oliveira, e sua fragrância, como a do Líbano”.

É possível crescer e não desanimar.

Reconhecer que Deus está em constante ação para o bem ajuda a encontrar a liberdade mental.

Você se anima a tentar?

Maria Damiani escreve sobre saúde e bem-estar do ponto de vista espiritual e faz parte do Comitê de Publicação da Ciência Cristã na Espanha.

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