População hostiliza os políticos

População hostiliza os políticos

População hostiliza os políticos

Existe um movimento muito interessante no Brasil.

E é importante esta observação e debate por todos nós.

De anos para cá alguns políticos, sem boa reputação ou sem passar pelo crivo questionador da opinião pública (e não é preciso de muito para isso), têm sido hostilizados de maneira veemente nas ruas, restaurantes e espaços públicos.

Michel Temer foi o mais recente. Esteve presente no dia da queda do prédio no Largo do Paissandu.

Em pouco tempo foi escorraçado por vaias e arremessos de itens, dos mais diversos.

Não obstante, os [não] políticos também passaram por esta exposição. Joesley Batista foi hostilizado em um restaurante e Gilmar Mendes foi hostilizado na Europa.

Não é possível mais se esconder.

Ainda no ambiente político, alguns ainda usam da militância de seus partidos como estratégia para parecerem aceitos.

Eles cercam o político de simpatizantes para tentar conter a onda de gritos, xingos e protestos. Alguns até recebem dinheiro para estar lá!

Seja este dinheiro de “mala gorda de rodinhas” ou de caixinha para o lanche da sobrevivência.

Neste momento a repulsa é algo que deixa de ser introvertida para se tornar extrovertida.

João Doria, Lula, Sergio Cabral, Eduardo Cunha, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Paulo Maluf, Gleisi Hoffmann, Dilma Rousseff, Eduardo Paes, Michel Temer, enfim.

Uns mais ou menos envolvidos em atitudes e comportamentos questionáveis. Uns mais ou menos condenados pelo sistema que não estou disposto a discorrer agora, porém, todos eles não contam mais com a bolha de bajuladores e/ou a subserviência do eleitorado – este último na maioria das vezes enganado pelo estelionato de uma recente eleição.

Nesta transformação é possível afirmar que, no dia a dia e nas redes sociais, o brasileiro é capaz de saber o nome de alguns juízes do STF ao invés de saber os nomes de alguns jogadores da seleção que disputarão o mundial de futebol da Rússia.

Aliás, lembrando que 65% dos brasileiros dizem não se importar com o evento em pesquisa recente.
Logo ele, o futebol, tão usado pela máquina pública para cobrir os problemas com seu véu de hipocrisia, não é mesmo?

E é visível o desinteresse, basta observar o calor do momento que não é mais evidente como tínhamos com ruas, casas e comércios decorados.

As constatações de um país que atravessa uma metamorfose cotiana é evidente e positiva.

Ser político deveria ser uma função ligada ao orgulho de se prestar serviço ao próximo.

Função essa que será cada vez mais singular aos que desejam uma conduta coerente.

A distância entre as pessoas também reduziu.

Condomínios e seguranças particulares separavam as “castas”. Políticos, sociedade e, principalmente, os mais pobres. A primeira casta se aproximava da última apenas em época de eleição e de desgraça.

E, em um passado recente, ainda eram evidenciados quando apareciam. Ainda…

O jogo parece estar virando.

Que o diga Michel Temer.

 

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