Ruas do Belém são tomadas por manifestação

Paz, segurança e leis mais duras para menores infratores foram os temas lembrados no sábado (17/8) por amigos, familiares e movimentos que se reuniram no dia em que jovem completaria 20 anos.

As ruas do bairro do Belém, na zona leste de São Paulo, foram tomadas por familiares, amigos, movimentos e outras vítimas de violência nesse sábado (17/8). Eles se reuniram no Largo São José para homenagear Victor Hugo Deppman, que completaria 20 anos nessa data.

Estudante de rádio e TV, ele foi assassinado com um tiro na cabeça, dado por um menor de idade, em abril. Cerca de 500 pessoas, com apitos e faixas, caminharam pelas principais ruas e avenidas da região. Elas pediram paz, justiça, segurança e leis mais duras para menores infratores.

A passeata, que contou com presença da União em Defesa das Vítimas de Violência (UDVV), seguiu até o Cemitério da Quarta Parada, onde fica o jazigo da família Deppman.

Para evitar situações trágicas como essa é que a entidade promove a campanha nacional Pelo Fim da Impunidade. A iniciativa consiste em um abaixo-assinado, que pede punições mais duras para os crimes contra a vida, previstos na nova proposta de Código Penal, que se encontra no Congresso Nacional.

O objetivo é entregar o documento para todos os senadores e deputados federais, de modo a sensibilizá-los a promover as mudanças necessárias para assegurar medidas mais rigorosas aos infratores no Código Penal.

“Não podemos admitir que episódios horríveis desse tipo continuem a ocorrer. Nesse caso, há o agravante de que o menor, responsável pelo crime, se apresentou à Polícia momentos antes de completar 18 anos. Com isso, ele acabou sendo encaminhado à Fundação Casa, onde pode permanecer por até três anos, em regime socioeducativo. Ou damos um jeito nessa situação ou teremos de conviver com situações absurdas como essa”, diz o administrador Roberto Sekiya, um dos coordenadores da UDVV.

“Como mãe, que perdi meu filho Ives Ota brutalmente assassinado, sei o que representa uma situação dessas para uma família. Por isso, defendo e farei o que for possível na Câmara dos Deputados para que tenhamos leis mais rígidas, que coíbam para valer os crimes contra a vida. Só assim evitaremos tragédias como essa, que vitimou covardemente o Vitão”, afirmou Keiko Ota.

Reportagem: Assessoria de imprensa. Foto: Divulgação.

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