O paulista Felipe Brandão trabalhou por dois anos em uma grande rede de livrarias. Atualmente trabalha na área de marketing de uma editora de best-sellers.
Quando percebeu que a estante de sua casa estava cheia de títulos já lidos, poderia ter comprado outro móvel, vender as edições em um sebo ou negociá-las em um site de trocas, mas ele preferiu “esquecer” os livros por São Paulo.
Veja a entrevista completa com o Felipe e descubra como esse projeto funciona:
De onde surgiu a ideia do “Esqueça um livro”?
O “Esqueça um livro” é um projeto pessoal baseado no conceito chamado BookCrossing, que surgiu nos EUA. A ideia é esquecer livros em locais públicos, para que outras pessoas encontrem, levem pra casa e depois de ler, esqueçam novamente. O conceito logo se espalhou pelo mundo e o “esqueça um livro” faz parte disso.
Qual é o objetivo e a origem do projeto?
O objetivo é compartilhar conhecimento. Acredito que cada um pode fazer a diferença com pequenos gestos. “Esquecer” um livro é uma ideia simples, mas ao mesmo tempo é especial exatamente por isso.
No que te inspirou tomar a frente desse projeto?
O projeto surgiu sem grandes pretensões. Resolvi esquecer e compartilhar minha experiência numa página do Facebook e de repente muita gente começou aderir. O “Esqueça um livro” é um projeto sem fins lucrativos com o único intuito de compartilhar e incentivar a leitura.
Com esse projeto você acabou sendo entrevistado por alguns meios de comunicação, como o canal GNT e até um jornal de Portugal. Como é ver essa repercussão? Há algum retorno do público?
É muito gratificante ver as pessoas comentando sobre o projeto, interagindo na página e mandando fotos dos livros esquecidos. Acho que virou uma corrente do bem e isso é incrível. Este compartilhar nas mídias sociais acabou chegando ao ouvido de alguns jornalistas e blogueiros que apoiaram o projeto, tanto com entrevistas, como matérias. Acho que a história de alguém que “esquece” os seus próprios livros para alguém é um tanto curiosa, principalmente numa época em que estamos o tempo voltado para o nosso próprio umbigo.
Você acredita que todos os livros “esquecidos” são lidos e devolvidos para algum lugar do Brasil?
Gosto de acreditar que sim. Como “esqueço” livros da minha própria estante, gosto de pensar que quem achar vai ler e se apaixonar pelo mesmo livro que eu li. Seria utópico demais acreditar que todos os livros seguem o objetivo inicial, mas vivo nessa utopia.
Como as pessoas participam do projeto?
Para participar basta esquecer um livro num local público. É importante deixar um bilhetinho dizendo que aquele “esquecimento” faz parte de um projeto, para que quem encontre dê continuidade. Sempre coloco a página do Facebook “Esqueça um livro” para que seja um canal de encontro e interação.
Entrevista: Rita Gabriele Zuini. Foto: Fabia Fuzeli.











