Transporte público 24h em SP

Serviço Corujão vai expandir horário de linhas metropolitanas para atender aos usuários da madrugada e passageiros das últimas viagens do Metrô.

O governador Geraldo Alckmin anunciou a implantação do Serviço Corujão, que inclui duas iniciativas para ampliar o acesso da população ao transporte público. A ação será implantada por meio da EMTU/SP (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), da Secretaria de Transportes Metropolitanos.

O atendimento 24 horas foi implantado às sextas-feiras e aos sábados na região oeste da capital paulista, onde se concentra o maior número de bares, restaurantes e casas noturnas da cidade. As linhas vão atender aos bairros de Vila Madalena e Pinheiros, além da região da Av. Dr. Arnaldo, onde fica, por exemplo, o Hospital das Clínicas.

A partir de 27 de setembro, o horário de operação de 10 linhas intermunicipais será ampliado para atender aos usuários das últimas viagens do Metrô, garantindo a continuidade da viagem a 18 municípios vizinhos à capital. A EMTU/SP está ajustando horários e algumas linhas só realizarão a última partida depois que o último trem do metrô chegar às estações incluídas no novo serviço.

As duas iniciativas do Serviço Corujão não implicam em alteração no valor da passagem: “Será a mesma tarifa, não tem nenhuma mudança, o mesmo valor da tarifa do dia será também do Corujão”, afirmou o governador.

Um dos objetivos dessa ação, além de oferecer mais oferta de transporte, é fazer com que as pessoas que consumirem bebidas alcoólicas não precisem dirigir e tenham a opção do ônibus metropolitano para voltar para casa, em segurança, sem colocar suas vidas e as de terceiros em risco.

Educação e fiscalização no trânsito

Com o novo Serviço Corujão, o Estado de São Paulo – que tem 25 milhões de veículos (um terço da frota do Brasil) e 20,7 milhões de condutores (mais do que toda a população de Minas Gerais) – assume o desafio de promover ações que induzam a uma mudança de comportamento dos cidadãos, sensibilizando-os para a gravidade da combinação entre álcool e direção, por meio de ações combinadas de educação e fiscalização.

O Programa Direção Segura, um novo modelo de blitz integrada, lançado em fevereiro deste ano, atua na conscientização e na fiscalização da Lei Seca, antecipando-se ao tema da Semana Nacional de Trânsito 2013. O objetivo é reduzir o número de acidentes e mortes por acidentes causados pela associação entre álcool e direção.

Em aproximadamente 60 blitze realizadas em 21 cidades do Estado foram aplicados 7,9 mil testes de etilômetro. Como resultado, 833 pessoas foram autuadas por embriaguez ao volante. Dessas, 184 foram presas por terem cometido crime de trânsito.

Semana Nacional de Trânsito 2013

Instituída pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a Semana Nacional de Trânsito de 2013 é comemorada de 18 a 25 de setembro. A cada ano, um tema é estabelecido pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para chamar a atenção da população sobre os problemas que envolvem o trânsito. Neste ano, o tema escolhido foi “Álcool, outras drogas e segurança no trânsito”, questão alarmante de saúde pública, com forte impacto socioeconômico.

O tema de 2013 insere-se na “Década de Ação pelo Trânsito Seguro”, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), cuja meta é reduzir em 50% as mortes por acidentes de trânsito até 2020. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o mundo, mais de 1,2 milhão de pessoas morrem no trânsito por ano.

O Brasil ocupa o quarto lugar em número de mortes, atrás apenas de China, Índia e Nigéria. Por ano, são aproximadamente 45 mil óbitos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. No Estado de São Paulo, foi registrada, nos últimos anos, uma média de 7,5 mil mortes no trânsito.

Estudos acadêmicos mostram que o álcool está associado a 1/5 dos acidentes e que a maioria dos brasileiros (75%) admite ter bebido ao menos uma vez na vida. Adicionalmente, tem-se o aspecto socioeconômico, incluindo gastos com saúde, indenizações e a perda de produção devido às mortes, sequelas e afastamentos do trabalho – um impacto estimado em 2% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Reportagem: Assessoria de imprensa. Foto: Jeff Dias.

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