A publicidade constrói marcas. A publicidade é alça forte no capitalismo.
Mas a publicidade também, através de campanhas, reduz vírus, contaminações, apoia ONGs, desbanca políticos corruptos e auxilia em inúmeras questões sociais e ambientais.
Mas quando uma marca grande, como a Coca-Cola, se recusa a dar assistência adequada a um pobre homem, que diz ter sido contaminado com um rato em uma das pets de seu produto, isso mostra o quanto a empresa não respeita a mais simples das pessoas.
A TV Record, com muita coragem por sinal, fez uma reportagem contando todo o caso de Wilson Batista de Resende, que protesta contra a lentidão do processo que avalia seu caso. Ele diz ter tomado o refrigerante que continha parte de um rato morto. O líquido corroeu seu esôfago e o mesmo tem sequelas permanentes.
E eis, que como uma maneira de conter o repúdio das mídias sociais e da opinião pública, a empresa Coca-cola cria um vídeo de publicidade institucional, lindo graficamente, porém, escasso do que realmente todos queriam: posicionamento e assistência a quem teria se prejudicado com o produto.
O vídeo, que se intitula “verdade sobre a coca-cola”, deveria se chamar, “verdade de como é o processo industrial”, que realmente é bonito, de primeiro mundo e quase inviolável. Máquinas às vezes erram, seres humanos que operam máquinas erram bastante, por mais treinados que sejam.
Mas se fosse realmente falar a verdade sobre a empresa, seriam outros assuntos que ficariam em pauta. Como por exemplo, o fato de não revelar sua fórmula, o que deveria ser proibido pela ANVISA, já que está na constituição que todo produto nocivo a saúde deve ser proibido de ser comercializado.
Ou mesmo pelo fato da empresa também não se posicionar com relação ao composto de caramelo IV – prejudicial ao ser humano. Trata-se, “somente”, de uma substância cancerígena!
Isso sem falar no “caso Dolly”, além de diversas suspeitas de acobertamento e lobby de grandes políticos que, nos bastidores, permitem um produto ser vendido sem estar adequadamente avaliado em sua composição.
Talvez eles queiram nos fazer acreditar que uma empresa como a deles não possa errar.
E, de fato, podem até não terem errado, mas um pronunciamento coerente e amparo a um ser humano, no mínimo, deveriam ter feito. Isso mostra como, de fato, o sistema deles é vulnerável.











