Entidades que representam diversos segmentos oficiaram o prefeito Haddad no intuito de convencê-lo a voltar atrás na decisão do aumento do IPTU.
Se por um lado o aumento já estava previsto, desde a gestão anterior, por outro, a cidade questiona mais um acréscimo no bolso dos paulistanos.
Por muito menos, diversos estudantes, sindicalistas e cidadãos comuns foram às ruas protestar pelo “pequeno”, porém, também previsto R$ 0,20 centavos de aumento na tarifa de passagens de ônibus.
A pergunta de sempre foi: será que os impostos que já pagamos não são suficientes para que cidades sejam governadas? São tantas siglas, tarifas e taxas que é impossível pensar que o dinheiro arrecadado por Municípios, Estados e União não esteja de acordo com o anseio da classe política.
Se Haddad não prometeu aumentar o IPTU, sem dúvidas, está perdendo uma excelente oportunidade de mostrar aos cidadãos que também sabe enfrentar a pressão dos gestores-gananciosos-públicos, que adoram afirmar que sem arrecadação não é possível fazer governo.
Por outro lado, não é justo culpar somente a administração atual. O projeto já existia e quem votou pelo seu aumento foram os vereadores. (Veja como votaram os vereadores na página 7 desta edição).
São milhares de exemplos Brasil afora que mostram que enxugar cargos públicos desnecessários, capacitar os servidores adequadamente, fazer as verbas destinadas chegarem ao lugar certo e aumentar a produtividade política leva a cidade a não necessitar de reajustes neste sentido. A própria evolução do sistema faz a máquina funcionar melhor.
Quando os cidadãos acordaram e foram às ruas, municípios e estados do Brasil voltaram atrás em suas decisões. Porém, neste caso, fica o sentimento de que “tiraram com uma mão e estão colocando com a outra”, o já considerável pesado tributo de propriedade territorial.
Os valores imobiliários cresceram vertiginosamente em diversas regiões de São Paulo. É natural que as valorizações devam acompanhar reajustes de tributos. Nos últimos anos, imóveis aumentaram em até 150% seus valores e, se for pensar por este lado, um aumento na casa de 20% a 35% estaria abaixo deste índice.
Entretanto é preciso que a prefeitura pense na sustentabilidade da economia atual. Aumentar os tributos deve gerar ao cidadão proprietário e não proprietário de imóveis a necessidade de reajuste de aluguéis, aumento dos preços de produtos e serviços, entre outras adequações. E novamente o bolso do trabalhador sentirá esta mudança.
O ano que vem será um ano de Copa do Mundo, com abertura em São Paulo, em um estádio da zona leste, em Itaquera, sendo praticamente natural ter economia aquecida e atuante. Na sequência também ocorrerão às eleições, que por sinal, também movimentarão o mercado.
Entretanto, será que está situação se estabilizará no ano de 2015? Será que a supervalorização imobiliária acrescida de altos tributos não pode originar uma bolha econômica como aconteceu nos Estados Unidos recentemente? É esperar para ver!












