Ensinar não é simplesmente transferir conhecimento. Significa criar as possibilidades para, em um futuro breve, produzir e construir conhecimento próprio na direção da melhoria de vida das pessoas.
Esse conceito, inspirado no grande educador Paulo Freire, é importante para balizar as necessidades da área de educação em todas as cidades brasileiras e, em particular, no Estado de São Paulo – o incansável motor da economia nacional.
Nos últimos 20 anos, as transformações da humanidade, sobretudo no que toca à revolução nas tecnologias de informação, trouxeram um desafio grande ao modelo de sala de aula com professor estático, lançando informes com giz em uma lousa escura.
É necessário (e imperativo) atualizar as ferramentas de comunicação voltadas para a educação utilizadas em aula. Os números surpreendentes da educação no Estado, segundo o próprio governo, são os seguintes: 5.300 escolas, 230 mil professores e mais de 4 milhões de alunos. Qualquer falha no planejamento pode significar prejuízo irreparável na vida pessoal e profissional de crianças, adolescentes e jovens.
Nesse 2014, por exemplo, a Secretaria Estadual de Educação admitiu que diversas unidades escolares da rede ficaram sem professores na volta às aulas. O motivo foi o problema na gestão de contratos dos professores temporários.
É urgente traçar caminhos seguros para que os educadores recuperem a autoestima de sua nobre atividade e, dessa maneira, possam influenciar a vida dos jovens. E que estes sejam devidamente preparados, com consciência crítica e visão humanista necessárias ao cidadão que, amanhã, será responsável pela manutenção de São Paulo como motor e celeiro de tecnologia e criatividade indispensáveis ao desenvolvimento do país.
José Américo é presidente da Câmara Municipal de São Paulo
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