Apoio ao time da agricultura paulista

Nas últimas semanas, com a Copa do Mundo tomando conta do noticiário no Brasil e no Exterior, vale lembrar uma máxima das quatro linhas do campo: “Em time que está ganhando não se mexe”. O resgate da frase cabe, como uma luva, nos resultados do agronegócio brasileiro.

A recente divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do setor – ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas na área – merece destaque. Analistas rurais pontuam que, no último ano, a agropecuária nacional atingiu a marca de R$ 1,02 trilhão, que representa alta de 3,56% sobre o resultado de 2012.

Com isso, o PIB do agronegócio representa agora 22,8% do PIB nacional, estimado em torno de R$ 4,49 trilhões. Ou seja, cerca de um quarto de toda a riqueza brasileira tem origem no campo – não de futebol, claro. Mas nas lavouras, criações de gado, de aves e suínos. Na agricultura forte praticada do sul ao norte do país, passando pelo Centro-Oeste rico em soja, arroz e, mais recentemente, álcool e pecuária. Se este time está ganhando, não podemos mexer? Não só podemos como devemos.

A agricultura pujante brasileira tem no Estado de São Paulo o maior exemplo de eficiência e dedicação do agricultor, cuja atividade, por sinal, o país reverencia no dia 28 de julho. Líder em agronegócios, São Paulo é responsável por um terço do PIB agroindustrial do Brasil. Tem mais: o Estado é o maior produtor mundial de suco de laranja e os agricultores paulistas são responsáveis pela segunda maior produção mundial de soja e de cana-de-açúcar. Sem contar o café, cultura na qual São Paulo é considerado o quarto maior produtor mundial e o terceiro nacional, com 3,5 milhões de sacas de 60 quilos a cada safra.

Entretanto, as condições para armazenagens de grãos e transporte dos produtos agropecuários cultivados em centenas de municípios paulistas continuam a trazer prejuízos. Apenas para citar um exemplo, há um desperdício de 6% a 13% da soja produzida no interior de São Paulo e transportada até o Porto de Santos. Quer dizer, as cidades e os agricultores precisam do apoio de suas prefeituras no que toca a dois fatores importantes da moderna produção rural: infraestrutura e logística.

O lado positivo é a oferta de crédito do governo federal para o agronegócio.Não deve faltar recurso para financiar os R$ 136 bilhões previstos no Plano Safra 2013/2014. Mas os prefeitos paulistas não podem esquecer os pleitos dos pequenos, médios ou grandes agricultores, com carências evidentes na hora de armazenar seus produtos e escoá-los até os pontos importantes de distribuição. Neste caso, é bom mexer no time de toda a cadeia produtiva rural para que ele avance ainda mais na missão de alimentar o Brasil e conquistar novos mercados.

José Américo é presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Email: joseamercio@camara.sp.gov.br.

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