Você já se perguntou como a arte culinária está relacionada com a saúde da família?
Essa é uma pergunta simples de responder, quando refletimos sobre o fato de que a tecnologia moderna tem substituído muitas coisas que antes eram essenciais no lar. Por exemplo, o aroma na cozinha é típico de uma família que mantém a cultura dos seus antepassados.
Entretanto, as pessoas têm deixado de lado as reuniões de domingo, nas quais tios, primos, pais e avós contavam os acontecimentos da semana e se deliciavam com os sabores dos quitutes preparados pela vovó.
Há alguns anos, era comum saborear massas e pães caseiros e muitas outras iguarias que tornavam a mesa familiar um ambiente de união e alegria.
Por que relaciono essas imagens com a saúde?
Porque hoje em dia as famílias em que os filhos adultos moram sozinhos, passam cada vez mais os domingos em silêncio. Talvez assistam a um filme enquanto almoçam ou aproveitem para descansar, e muitos sentem-se deprimidos por terem de enfrentar o domingo a sós.
Algumas pesquisas levam à conclusão de que ter um senso de família bom e claro é importante não apenas pelo aspecto social, mas também pelo emocional e mental.
Como o afeto e o cuidado são fundamentais, ao fazer uma analogia direta, podemos muito bem relacioná-los com os recursos que sempre existiram na cozinha.
Eu não estou dizendo que devemos dispensar os recursos modernos, tais como: freezers, micro-ondas e os serviços de entrega à domicílio, mas que devemos também dar importância à preparação manual da comida, na qual os membros da família cooperam com criatividade na preparação de bolos, biscoitos, pizzas e pães.
Sem dúvida, todos irão desfrutar desses quitutes e, com a ajuda dos “sabores” e do aroma típico do “lar”, pode ser que nos reunamos com bom humor e ânimo, e tenhamos uma conversa amável em família.
É saudável considerar essas metas, quando há crianças e jovens à nossa volta, para que eles possam produzir boas raízes e, para que, quando crescerem, tenham momentos inesquecíveis em seu coração para viverem em uma sociedade que precisa das qualidades da Mente divina como fonte de inteligência, maturidade e transparência em suas ações e sentimentos.
O cultivo dessas atividades trará para as novas gerações mais liberdade e menos violência, mais segurança e menos descontrole, um senso melhor de lar ao invés de tristeza em um ambiente cheio de indiferença.
As raízes que impulsionam uma família saudável contribuem para uma sociedade que apoia e dissemina os laços de fraternidade, o respeito mútuo e a convivência feliz.
Elizabeth Santángelo é do Comitê de Publicação da Ciência Cristã na Argentina e jornalista nos meios de comunicação em Buenos Aires.











