Rachel Sheherazade em entrevista exclusiva

Âncora do jornalismo do SBT, apresentadora responde perguntas em entrevista exclusiva ao SP Jornal.

Conte-nos como iniciou sua carreira no Jornalismo?
Comecei como repórter na Rede Record de televisão no ano 2000. Numa seleção com três fases, concorri à única vaga de repórter no meu estado com cerca de 200 candidatos e venci. Também passei pela Rede Globo e, por fim, fui contratada pelo SBT. Além de repórter, trabalhei como assessora de imprensa no Tribunal de Justiça da Paraíba e fui correspondente da TV Justiça no meu estado.

Como surgiu o convite para ser âncora do telejornal “SBT Brasil”?
Há mais de sete anos, ancorava um telejornal na Paraíba, onde além de receber entrevistados do meio político, tecia comentários semanais sobre temas diversos. Depois de uma opinião sobre o carnaval que fez muito sucesso nas redes sociais, o Silvio Santos convidou-me para integrar o time de jornalismo da emissora.

Conhecida por suas opiniões fortes e polemicas, já sofreu alguma ameaça por seus comentários?
Sim. Certa vez, um professor da UFRRJ desejou que fosse estuprada. Em outra ocasião, um simpatizante do PT me ameaçou de morte. Dei queixa dos dois casos na Polícia. Os covardes costumam agir atrás de perfis de redes sociais, valendo-se de um suposto anonimato. Mas, não há crime sem castigo. Nem mesmo os crimes virtuais.

Você tem alguma preferência por algum veículo de comunicação (TV ou rádio)? Você se sente intimidada por conta de seus comentários em ambos veículos?
Nasci, profissionalmente, na televisão. Sinto-me bem à vontade nesse veículo. Mas adorei minha experiência na Rádio Jovem Pan, onde ancorei o Jornal da Manhã por quase um ano. Acho que, mais importante que o veículo, é a mensagem que nós transmitimos.

Como funciona o roteiro de seu programa? Todas as suas opiniões são de improviso ou já tem ideia do que falar?
Meus comentários não são redigidos por outra pessoa. Todos os que assinei refletiram exclusivamente minhas opiniões. Opinião tem que ser pessoal, caso contrário torna-se interpretação.

Você tem alguma opinião formada sobre nosso atual governo?
Posso resumir numa única frase: é um governo natimorto.

Nos conte qual é o assunto abordado em seu mais recente livro “O Brasil tem cura”?
O livro fala dos principais problemas que afligem o Brasil e os brasileiros. É uma espécie de diagnóstico dos males dos quais padece nosso país. Identifico os que considero mais importantes, investigo a raiz de cada mazela, revisitando momentos históricos da nossa trajetória, e, por fim proponho soluções, curas para essas questões, chamando os leitores à responsabilidade e convidando cada brasileiro a “salvar” o país.

Você acredita que nosso País ainda possa ter cura depois de todos os problemas que estamos enfrentando?
Sim. A cura é um processo lento e também coletivo, portanto, envolve cada um de nós, brasileiros. Não acredito em soluções mágicas, em uma cura que venha pronta e acabada, como uma lei que se edita e se aplica de cima para baixo. A cura dos nossos males passa por uma revolução nos nossos próprios valores, com a mudança de atitude dos cidadãos brasileiros, que vai refletir nas nossas escolhas e no nosso destino como nação.

No programa “The Noite com Danilo Gentili” você declara ser fã de rock, inclusive fez um cover do Iron Maiden com o Ultraje a Rigor. Qual é seu envolvimento com o heavy metal e qual sua banda favorita?
Adoro música. Sou apaixonada por vários estilos: rock, pop, reggae, MPB… Aos doze anos, meu irmão mais velho me apresentou ao Iron Maiden e desde então me apaixonei pelo som deles. Não conheço muito do Heavy Metal. Desde os anos 80, mantive-me fiel ao Maiden até porque não encontrei outra banda que faça metal com tanto qualidade quanto essa.

É verdade que foi convidada para participar da Rede Record? Você pretende deixar o SBT?
Na internet comenta-se muito os bastidores da TV e as pessoas acabam repercutindo fatos que sequer aconteceram. Eu não recebi qualquer convite da Record.

Houve a promessa de um programa solo, no qual você teria 100% de liberdade para expor opiniões. Esse programa está em andamento?
Volto a dizer: não recebi qualquer promessa de programa solo. A possibilidade foi comentada na diretoria, mas ainda no campo das ideias. Tudo o que posso dizer é que sou uma profissional de TV, pronta para qualquer desafio que a minha emissora me ache digna de enfrentar.

Quais seus projetos para 2016?
Ser feliz.

Entrevista: Rita Zuini. Foto: Divulgação.

Qual o principal problema no Estado de São Paulo, atualmente?

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