Quem vai ficar com a prefeitura?

Estamos a 2 meses das eleições municipais e alguns veículos de comunicação já iniciaram o período de debates, questionamentos, sabatinas e avaliações dos postulantes à cadeira da prefeitura mais cobiçada do Brasil.

Na última pesquisa Datafolha sobre as intenções de voto para o poder executivo na capital, Celso Russomano liderava com 25% dos votos, seguido por Marta Suplicy (16%), Luiza Erundina (10%), Fernando Haddad (8%), João Dória (6%), Marco Feliciano (4%) e Andrea Matarazzo (3%). Demais candidatos juntos representaram 4% dos votos. Brancos e nulos 19%.

A seguir uma breve análise do perfil e possibilidades dos candidatos levando em conta os cenários adversos:

Celso Russomano é o candidato da televisão. Seu partido, o PRB, conta com bancada forte de políticos evangélicos ligados à rede Record e à Igreja Universal. Os programas de defesa de consumidor lhe dão alta visibilidade. Porém, seu passado com investigações e vídeos comprometedores na internet podem atrapalhá-lo. Na eleição passada esteve em primeiro nas pesquisas, entretanto, não foi ao segundo turno.

Marta Suplicy foi a prefeita que criou os CEUs e o bilhete único. As duas ações foram muito importantes para a cidade de SP. Porém, a política ficou conhecida pelas taxas impopulares implantadas na época. Se desfiliou recentemente do PT e ainda está com sua imagem ligada ao ex-partido. Sua ida ao PMDB também não gera forte simpatia do eleitorado. Pode surpreender caso esteja no segundo turno.

Luiza Erundina foi a primeira prefeita e política do PT eleita na cidade de São Paulo. Sua gestão foi marcada pelos avanços importantes que os mutirões de moradias auxiliaram na redução do déficit habitacional na capital. Hoje, no PSOL, representa uma candidatura alternativa. Pode ter dificuldade de decolar por conta do extremismo de seu partido, porém, é opção para uma candidatura de esquerda.

Fernando Haddad foi o primeiro prefeito eleito pelo PT em SP. Sua gestão deu ênfase à humanização de alguns serviços. Ciclofaixas, redução de velocidade e corredores de ônibus foram os pilares. As promessas não cumpridas de obras como os CEUs, hospitais, UBSs e a rejeição ao partido no processo recente de impedimento da ex-presidente Dilma podem complicar sua reeleição.

João Dória Junior é reconhecido pelo mundo corporativo. Através do Grupo Lide o empresário têm realizado eventos importantes que discutem os processos de gestão pública através de seminários Brasil afora. Conta com a máquina estadual do governador Alckmin. Porém, as fraudes nas prévias do PSDB e a afirmação da não continuidade de alguns projetos de Haddad em sua plataforma podem atrapalhar o posicionamento de sua imagem.

Marco Feliciano é deputado e militante de uma partido cristão, o PSC. O pastor é reconhecido no ambiente evangélico por conta de sua liderança e influência diante dos fiéis que o seguem nas mais diversas correntes. Naturalmente polêmico e inclinado para propostas de direita, o político deve sofrer para ganhar eleitorado por conta de suas opiniões radicais e ultraconservadoras para uma megalópole como SP.

Andrea Matarazzo é vereador pela cidade de São Paulo. Foi subprefeito, ministro e embaixador. O mais votado vereador no último pleito tem reconhecida habilidade política e poder de articulação. Está no PSD, partido de Kassab, que governou a cidade por 6 anos. Sua imagem associada aos tucanos e à alta sociedade podem ser entraves para pontuar melhor nas pesquisas ou mesmo trazer maior visibilidade ao seu nome.

O escolhido pela população ainda ninguém sabe, entretanto, que dentro de seus projetos esteja a vontade de melhorar nossa cidade e seus serviços.

Vamos aguardar!

Antonio Gelfusa Junior é editor responsável pelo SP Jornal.

Qual o principal problema no Estado de São Paulo, atualmente?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

Siga-nos

Veja também: