Márcio Ribeiro, nosso entrevistado, morre por problemas cardíacos.
Márcio Ribeiro concedeu essa entrevista ao SP Jornal na penúltima semana de maio. O que você vai ler foi programado para ser publicado no dia 29 de maio, data desta edição.
O destino nos surpreendeu quando, ao editarmos os últimos detalhes deste jornal, tivemos a informação da morte do ator. Márcio Ribeiro tinha problemas cardíacos.
Abaixo, você confere a última entrevista para meio impresso do grande Márcio Ribeiro, que ficará marcado na memória de todos os amantes da arte e do bom humor. Márcio, nosso muito obrigado!
Como foi o início de sua carreira?
Fui fazer uma peça num teatro de um grupo comunitário de igreja e gostei tanto que nunca mais larguei. Tinha 17 anos.
Você é o criador do “Comédia ao Vivo”? Como foi ajudar tantos comediantes que hoje se encontram na mídia?
Sim, sou o fundador junto com o Danilo Gentili. Como era o começo do stand-up, todo mundo queria participar e a gente deixava entrar, porque ninguém sabia fazer nada direito ainda. E foi virando isso que virou hoje.
Na TV Cultura, você participou do Rá-Tim-Bum e X-Tudo, programas que fez parte da infância de muitas pessoas. Como foi a experiência de participar desses projetos?
A gente sabia na época que estava fazendo uma coisa bem especial, tanto que é chamada até hoje de a “época de ouro” da TV Cultura, da qual eu tive muito orgulho de participar.
Além de apresentador, você é ator e escritor. Como foi escrever alguns quadros para o Domingão do Faustão?
Na verdade eu não escrevia os quadros. Sugeria pegadinhas. Era divertido. A reunião era assim: você dava sua ideia e todo mundo tentava destruir. Se ela passasse a gente gravava. Era muito divertido.
Qual o filme que mais gostou de participar como ator e porquê?
O curta-metragem “Um dia e logo depois o outro”. Filme que me deu todos os prêmios em cinema, foram 4. O clima nas filmagens era maravilhoso!
Como foi a experiência de ganhar um prêmio de melhor ator no Festival de Gramado com esse filme?
É uma coisa maravilhosa você ganhar o maior prêmio do cinema nacional e estar lá para receber.
Qual foi a melhor experiência da sua vida no meio artístico?
A matéria que o X-Tudo fez no Jamboree, um encontro mundial de escoteiros no Chile, onde passamos o Ano Novo acampados com pessoas de 140 países. Nada supera essa emoção.
Qual o processo criativo de uma peça e um programa para TV. Os dois são conduzidos da mesma forma?
Completamente diferente uma coisa da outra. Numa peça você tem até 3 meses para elaborar, todo mundo pensando junto e tal. Na TV cada um cuida da sua parte e quem dá cara do programa é o diretor e o editor.
Como foi ser entrevistado pelo Danilo Gentili do “Agora É Tarde”? Parecia que a gente estava conversando em casa. O Danilo é meu amigo desde sempre.
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Entrevista: Rita Gabriele Zuini. Foto: Divulgação.












