Nas últimas semanas, ficou perceptível que o Brasil acordou de um sono profundo. Muitos intitularam as manifestações no país como “O gigante acordou” ou “Verás que um filho teu não foge a luta”.
Os jovens saíram nas ruas para protestar!
A princípio para protestar contra o aumento das passagens do transporte público em São Paulo. Em seguida, as manifestações tomaram uma proporção monstruosa, atingindo todo o território nacional e exigia justiça, mais segurança, benefícios para a educação e saúde.
E as respostas foram chegando!
Primeiro foi a redução dos R$ 0,20 nas passagens de ônibus, trem e metrô em São Paulo.
Depois foi a rapidez com que a PEC 37 foi votada. Esta PEC tirava o poder do ministério público de investigação, deixando apenas com a polícia civil e federal a atribuição. Ficou conhecida nos bastidores como PEC da impunidade, uma vez que apenas países como Uganda, Indonésia e Quênia, tem o mesmo tipo de prática.
Logo após, foi encaminhada a aprovação de corrupção como crime hediondo, o que também já estava na hora de acontecer.
A pressão que os políticos receberam das ruas foi muito grande. Dilma, Alckmin, Haddad, entre tantos prefeitos e governadores, foram atacados e cobrados como nunca.
Renan Calheiros e José Sarney não foram esquecidos. José Genoíno, José Dirceu e tantos outros acusados de corrupção também não.
Marco Feliciano, deputado federal, que preside a comissão dos direitos humanos e que apresentou um projeto polêmico de oferecer psicólogos para tratamento de homossexuais – intitulado de “cura gay” –, foi também um dos mais criticados e questionados pelas manifestações desta semana.
A Copa das Confederações e do Mundo é o carro-chefe dos protestos. Todos alegam, e isso é comprovado, que os valores investidos foram altos, exagerados e superfaturados.
A FIFA tem um passado questionável. Mas não foi ela que impôs ao Brasil a Copa do Mundo.
O país se candidatou. E em certo momento realmente seria muito bacana para um país que ama futebol, não fosse o alto índice de comissões, percentuais e roubalheira que vemos por aí.
Muitos recursos públicos entraram como prioridade para a Copa do Mundo sem ao menos antes educação, saúde, moradia, segurança e transporte terem seus graves problemas antes sanados.
Marcado na história do país, os protestos de revolução, apartidário, mostrou aos governantes do país quem manda nos anseios da sociedade.
Eles temem ser agredidos e cercados nas ruas, assim como aconteceu com o prefeito de Juazeiro do Norte, que ficou preso em uma agência bancária cercado por manifestantes.
Por fim, ouvir de Dilma que os recursos serão destinados a educação, somente agora, é uma afronta. Ouvir que a corrupção deve ser combatida é também um absurdo, afinal, muitos asseclas da gestão de Lula, envolvidos até o pescoço em escândalos, estão nos bastidores de seu governo.
Houve rumores da Copa ser cancelada. Difícil, a não ser que a onda de manifestações aumente. Ás vezes alguns pensam que as aprovações rápidas no Congresso ocorreram para dar uma acalmada no clima, nas manifestações.
No entanto, os próximas capítulos, nas próximas semanas, serão apresentados. Vamos aguardar!











