Levantamento revela 12% a mais de estudantes imigrantes.
Hoje está mais do que comum encontramos pelas ruas da cidade de São Paulo estrangeiros que estão no Brasil não apenas a passeio, mas sim para morar, trabalhar e ou estudar. E as escolas públicas e privadas estão recebendo cada vez mais alunos estrangeiros das mais variadas nacionalidades que vêm ao país para acompanhar os seus pais ou para intercambio.
Segundo levantamento da Secretaria da Educação, em 2015 o número de alunos imigrantes matriculados em São Paulo cresceu 12%. No bairro Vila Carrão, localizado na zona leste da cidade de São Paulo, muitas escolas recebem alunos estrangeiros e proporcionam, além das aulas tradicionais, atividades extracurriculares com foco na língua portuguesa.
Samia El Houssami, diretora pedagógica da escola Islâmica Brasileira, afirma que o desafio ao receber os alunos imigrantes é ensinar a língua portuguesa para que os estudantes possam entender tudo aquilo que estão aprendendo. E para auxiliar nesse aprendizado, de acordo com a educadora, a Sociedade Beneficente Muçulmana, mantenedora da escola, realiza um programa de ensino de língua portuguesa para os estrangeiros, gratuitamente, aprenderem o idioma.
“Atualmente o programa de aprendizagem da língua portuguesa para estrangeiros acontece na sede da sociedade e lá os alunos aprenderem o nosso idioma. Em 2017, além desse programa na sede, teremos aulas na própria escola também.”, conta Samia ao jornal.
Quando perguntada sobre o método de ensino para esses alunos, a coordenadora explica que os professores trabalham em sala de aula com todos os alunos da mesma forma, independente da nacionalidade, e que a língua portuguesa dificulta apenas em matérias como redação, gramática, geografia e história. Já nas disciplinas de inglês e na área de exatas (matemática, física e química) o idioma não é um desafio.
Para realizar a matrícula no Brasil, o estrangeiro precisa ser aceito por uma instituição de ensino. Isso pode ser feito por conta própria ou por meio de agências de intercâmbio. Os interessados devem procurar a escola com documento de identidade (passaporte ou RNE- Registro Nacional de Estrangeiro) e, se possível, um histórico escolar do país de origem. O processo não é obrigatório, mas facilita a recolocação do estudante nas escolas.
Reportagem: Da redação. Foto: Reprodução (Google).











