Passado o primeiro turno das prévias do PSDB para escolha do candidato do partido à prefeitura, é o momento de serem feitas algumas considerações.
Antes de qualquer coisa, é preciso salientar que o PSDB não tem um dono. Ele pertence aos seus filiados, e as prévias estão aí justamente para dar-lhes a oportunidade de se manifestarem. São eles que escolherão, entre os candidatos, o melhor para nos representar nas eleições de outubro próximo.
Aliás, a realização de prévias ainda é algo pouco visto na vida política nacional, daí a grande repercussão causada. No PSDB a prática não é nova. Em 1989, apenas um ano após sua fundação, foram realizadas prévias para escolha do candidato para a presidência da República – mesmo com apenas um postulante inscrito. Isso é inovação.
É claro que há casos em que um nome se destaca como favorito e, naturalmente, o partido convirja em sua direção, apontando-o como a melhor opção para a disputa. Isso não pode ser classificado como imposição, tampouco diminui a importância das prévias.
Em contraponto, é legítimo que qualquer filiado ao partido com as mínimas condições de disputar uma eleição lance-se candidato. Por isso, é fundamental dar a todos a chance de escolher quem melhor lhes representa.
É normal em qualquer processo de disputa acirrada os ânimos se exaltarem e o melhor argumento pode ficar em segundo plano em detrimento da pouca paciência em ouvir a verdade alheia. O episódio ocorrido no Tatuapé, porém, é inadmissível, pois houve agressões físicas, e será investigado pela Comissão de Ética do partido.
Agora teremos o segundo turno, a ser realizado em 20 de março, disputado por João Doria e Andrea Matarazzo. E tenho certeza: o PSDB sairá mais forte e unido para as eleições de outubro, quando reconquistaremos a prefeitura de São Paulo.
Mário Covas Neto é vereador pelo PSDB em SP.











