O Brasil do Carnaval e o Carnaval do Brasil!

O Carnaval originou na Grécia, 600 AC, e era uma festa para servir e louvar os deuses da época.  O período do Carnaval era marcado pelo “adeus à carne” que veio do latim “carne vale” dando origem ao termo “Carnaval”.

Outra interpretação seria “currus navalis”, expressão anterior ao Cristianismo que significa carro naval. Esta baseia-se nas diversões próprias do começo da primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma.

O modelo de Carnaval atual, com exibição de produção cultural, foi obra parisiense, que exportou a ideia para diversas cidades do mundo, como Rio de Janeiro, que por sinal também exportou a festa nos moldes tupiniquins para outras cidades, como Tóquio.

No entanto, a igreja católica implantou no século XI, a semana santa, que antecedia 40 dias de jejum, e conhecida no universo católico como Quaresma.

Daí em diante, a data ditou o comportamento de parte da sociedade, que com o tempo, se transformou, e boa parte de seus cidadãos nem seguem mais os conceitos católicos apresentados anteriormente.

Porém, no Brasil, o fenômeno cultural, que de fato enriquece o país com turismo e história, às vezes tem sua imagem depreciada pela maneira como se comportam os brasileiros.

Quando dizemos “O Brasil do Carnaval”, é o famoso jargão de que a economia só funciona após o período, quando as festas de final de ano se estendem até o momento de ouvir “nota: 10” de algum locutor em apurações de São Paulo e Rio de Janeiro.

Coerente ou não, a verdade é que no Brasil tudo realmente aquece após o período de festas, é cultural, é brasileiro!  Os norte-americanos tem o seu “Dia de Ação de Graças”, nós não temos o nosso, e temos de compreender e respeitar sua cultura. Assim como esperamos isso dos estrangeiros por aqui.

Porém, mediante a tantos acontecimentos neste período que tangem à baderna como som alto, depredação de patrimônio público e privado, consumo exacerbado de bebidas alcoólicas e aumento vertiginoso de acidentes de trânsito e violência, fazem do período algo que também se associa a acontecimentos ruins.

Isso sem falar nas doenças sexualmente transmissíveis e alto índices de natalidade após 9 meses deste período que também são amplamente noticiados.

Nossa cultura já absorveu o Carnaval bom. Com escolas de samba, produção cultural de alta linha, exposição de criatividade nas ideias, na costura e coreografias.

Isso sem falar na riqueza dos sambas de enredo e históricas melodias que apresentam raízes nossas tão importantes.

Entretanto, mensalões de PT e PSDB, PMDB, cartéis, cuecas, contas no exterior, embargos infringentes e tantas outras podridões apresentadas em nossa política, são sinônimos da parte pejorativa a qual apresentamos o Carnaval.

Então, se temos o Carnaval do Brasil, temos também, infelizmente, o Brasil do Carnaval!

Qual o principal problema no Estado de São Paulo, atualmente?

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