Segundo a cartilha, os pais podem e devem conversar com os filhos sobre a nova escola.
O período de adaptação é definido de forma a não mistificar a situação escolar. Esta fase, para muitas famílias, é de grande apreensão.
Porém, na verdade, esse período vem se tornando cada vez mais suave, com novas estratégias para cativar as crianças e, principalmente, para diminuir a ansiedade dos pais.
No Colégio São Judas, na Mooca, para as crianças, os primeiros dias são de reconhecimento do espaço e das rotinas. Mas é principalmente abrindo as portas para as famílias que a escola tem se tornado um exemplo nessa questão.
Embora as crianças estejam acompanhadas por um adulto da família durante todo o período em que estiverem se adaptando à escola, desde o início, entram em contato com as principais características deste novo espaço; um espaço de convívio e trabalho não compartilhado com os pais e, sim, com outras crianças e outros adultos.
Orientação para o período de adaptação das crianças e dos pais
– Sejam breves na despedida. A criança acaba chorando ao perceber que a separação está sendo difícil também para os pais.
– Os pais devem estar preparados para um horário mais flexível nesse período, de acordo com a reação de cada criança. A segurança da família é decisiva para um bom andamento da adaptação.
– Estejam certos que vocês não erraram o momento de colocar seus filhos na escola.
– É bom conversar sobre a escola.
Os pais podem e devem conversar com os filhos sobre a nova escola, contando-lhes, inicialmente, sobre os professores e seus nomes, sobre as outras crianças, as brincadeiras no parque, os brinquedos, as histórias etc. E, depois, interessando-se pelos eventos vividos na classe, perguntando sobre os acontecimentos do dia.
Não devem, porém, criar falsas expectativas nem demonstrar ansiedade e dúvida em relação ao bem estar da criança na escola. Prometer coisas que não se tem certeza de haver na classe, prevenir ou perguntar sobre perigos imaginados como possíveis no espaço físico e demonstrar ansiedade acerca das relações afetivas são atitudes que devem ser evitadas.
É preciso usar a verdade. “Enganar” pode ser mais fácil naquele momento, porém, com certeza atrapalhará as negociações futuras.
Os registros familiares
É grande e natural a curiosidade para ver sua criança interagindo com os colegas, os professores e os brinquedos. No entanto, como isso pode perturbar a dinâmica das novas relações do convívio escolar, pedimos aos que desejarem observar de perto, olhar pela janela, filmar ou fotografar, que o façam apenas no primeiro dia.
Momento da chegada à sala de aula
Desde os primeiros dias, as professoras se organizam para receber seus alunos da melhor maneira. Se não for possível o atendimento imediato por estarem, por exemplo, acabando de receber outras crianças que chegaram momentos antes, não se preocupe: aguarde um momento, que logo uma das professoras irá recebê-lo(a).
Quando alguma conversa mais demorada junto às professoras for necessária, mesmo que o assunto esteja relacionado ao cotidiano, deixe para fazê-lo no horário de saída. A sala de aula é o espaço dos alunos e das professoras e a criança precisa aprender sobre esse fato.
Por isso, os pais devem evitar entrar e permanecer na classe, mesmo que sejam solicitados pelos filhos. Os pais devem dizer, claramente, que a classe é um lugar das crianças e de suas professoras. Estas se encarregarão de encaminhá-las, para guardar suas lancheiras e mochilas e dirigi-las às atividades.
Os acompanhantes
Lembramos que, embora seja essa situação ideal, a adaptação não precisa ser feita, necessariamente pelos pais, mas, por qualquer pessoa com quem a criança tenha vínculos de confiança e respeito, como irmãos adultos, tios, avós ou babá.
As dúvidas? Será que meu filho vai se adaptar?
Para cada criança, o processo de adaptação é único. Há crianças que, desde o primeiro dia, ficam tranquilas e confiantes com as professoras e, nos dias seguintes, aceitam ficar algumas horas sem a presença do acompanhante; algumas parecem estar adaptadas logo no primeiro dia, mas, nos dias que se seguem, “regridem” no processo; outras resistem muito a se “desgrudar” da pessoa conhecida até que, através da observação do que se passa com as outras crianças, acreditam que podem estar bem no novo ambiente; outras se dividem entre estar com seu acompanhante em alguns momentos e estar com seu grupo em outros; outras, ainda, ficam com as professoras, mas não aceitam que seus pais se afastem muito do espaço em que estão.
Essas diferenças são normais e a tranqüilidade dos pais traz uma grande contribuição nesse momento.
Os companheiros simbólicos
Trazer um objeto de casa pode ser importante para a criança durante esse período de adaptação. Chupetas, ursinhos, brinquedos ou objetos queridos, muitas vezes, auxiliam no processo. No entanto, é aconselhável que esses objetos nunca mais que dois, pelo menos durante as primeiras semanas, estejam sempre marcados com o nome de seu dono, não sejam de muito valor ou facilmente quebráveis, nem tenham peças pequenas, que possam ser perdidas com facilidade.
Pequenos sim, mas independentes
O homem é a única espécie animal que tem grande dependência do outro nos primeiros anos de vida. Portanto, é natural que o bebê seja cercado de cuidados. Gradualmente, a criança se torna capaz de assumir tarefas e assim, desenvolve autonomia. Isso acontece se for estimulada com as pessoas que estão ao seu redor. Só teremos sucesso se ganharmos a confiança dos pequenos.
Um período de adaptação com a presença dos familiares é de grande ajuda. Isto, se os pais estiverem bem seguros e conseguirem passar este sentimento de segurança no novo ambiente para os seus filhos.
Reportagem: Assessoria de imprensa. Foto: Divulgação.











