O que leva profissionais com agendas repletas de compromissos, como a prestigiada atriz Camila Pitanga ou o famoso cantor e compositor Zeca Pagodinho, a dedicar uma parte de seu precioso tempo para se engajar em projetos sociais?
Certamente, cada um deles tem sua própria lista de motivos para abraçar uma causa social. Entretanto, além dos contextos individuais, existe uma motivação de caráter universal por trás dessa forma de engajamento altruísta: a compaixão.
Adotar um estilo de vida pautado pela compaixão, significa desviar o foco de si mesmo e perceber que o “outro” também importa. Mary Baker Eddy, autora pioneira na compreensão da conexão entre a consciência e a saúde, revela que o desejo genuíno de ajudar e o cuidado com o outro são intrínsecos à natureza de todas as pessoas.
Em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, ela diz: “A felicidade é espiritual, nascida da Verdade e do Amor. Não é egoísta; por isso, não pode existir sozinha, mas exige que toda a humanidade dela compartilhe.”
Ao proporcionar aquela sensação de “missão cumprida” para consigo mesmo e para com a humanidade, o ato de partilhar o bem produz efeitos concretos sobre a saúde daquele que o pratica. Quem não se lembra daquele famoso dito popular “É dando que se recebe”?
Estudos revelam que aqueles que se voluntariam ou desempenham suas atividades diárias movidos pela compaixão, desfrutam de uma qualidade de vida melhor. O aumento da longevidade, a prevenção de doenças tais como as cardiovasculares e o câncer, a redução da ansiedade e a diminuição das taxas de depressão são alguns de seus efeitos.
Mas seria a compaixão, em si mesma, o agente sanador? Ou haveria algo mais elevado por trás dela?
É interessante notar que Eddy, no livro acima mencionado, revela que a compaixão faz parte de um estado mental intermediário, cuja função é abrir as portas do pensamento para expressar o que há de mais elevado espiritualmente, o Amor divino, que cura e regenera. A expressão desse Amor permite olhar para toda a humanidade não com pena ou piedade, pois possibilita enxergá-la a partir de sua verdadeira natureza espiritual, pura e ilimitada. Esse olhar tem como efeito uma vida mais saudável.
A compaixão é um aspecto muito importante nesse processo. Então, que tal cultivá-la e deixá-la frutificar? Você certamente irá encontrar formas individuais de pensar e agir de maneira compassiva, mas seja qual for a atividade que escolher, faça-a de coração. E não tenha medo de dar o passo inicial, aquilo que você tem a oferecer pode fazer toda a diferença na vida de alguém.
Tamara Grigorowitschs é Doutora em Sociologia e colunista do portal SP Jornal











