Dor durante as relações sexuais é um dos principais sintomas da endometriose.
Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre as relações-sexuais relações sexuais são sinônimo de prazer. Para algumas mulheres, esse é um momento em que se sente dor e desconforto.
No entanto, apesar da sensação ruim, muitas mulheres não associam a dor com possíveis doenças ginecológicas, fazendo com que adiem a visita ao ginecologista e o problema acabe se agravando.
É aí que mora o perigo. Entre as causas de dor durante as relações sexuais está a endometriose, uma doença pouco conhecida, mas que atinge cerca de 176 mulheres em todo o mundo de acordo com dados da ONU (Organizações das Nações Unidas).
A endometriose é caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga.
Todos os meses, o endométrio fica mais espesso à espera de um bebê e quando a mulher não engravida, ele descama e é eliminado pela menstruação.
Acontece que, em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal.
De acordo com uma pesquisa comportamental realizada recentemente pela Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), com apoio da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, com 5 mil mulheres acima de 18 anos em todo o país, 55% delas não sabem o que é a doença e 66% não conseguem identificar a que a patologia está associada.
É importante destacar que a doença pode acometer mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente tem em torno dos 30 anos.
“Infelizmente, o diagnóstico não costuma ser tão rápido por falta de informação e acesso aos serviços de saúde, o que se torna um problema para as mulheres”, explica o Dr. Maurício Simões Abrão, Professor Associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), coordenador do Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio e Libanês e presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE).
A doença pode ser de grande impacto na vida social, profissional e pessoal da paciente e, mulheres com endometriose, muitas vezes experimentam uma maior incidência de depressão e estresse emocional devido à incerteza do diagnóstico, à imprevisibilidade dos sintomas e à dificuldade de viver uma vida normal.
Como reconhecer os sintomas? Os sintomas da endometriose variam de acordo com cada pessoa. Existem mulheres que sofrem com fortes dores e outras que não sentem nenhum tipo de desconforto.
A doença acomete hoje cerca de seis milhões de brasileiras, sendo que até 50% delas podem ficar inférteis.
Entre os sintomas mais comuns estão:
– Cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação
– Dor pré-menstrual
– Dor durante as relações sexuais
– Dor para evacuar ou urinar durante a menstruação
– Dor difusa ou crônica na região pélvica
Outros sintomas:
– Fadiga crônica e exaustão
– Sangramento menstrual intenso ou irregular
– Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação
– Dificuldade para engravidar e infertilidade Tratamento
No momento, ainda não há cura para a doença e não existe uma única abordagem ideal para o tratamento da endometriose, portanto, o tratamento deve ser adaptado para cada paciente.
O levantamento realizado pela SBE apontou que 88% das mulheres brasileiras desconhecem uma opção de tratamento para a endometriose.
Hoje, as abordagens de tratamento podem abranger desde a remoção cirúrgica das lesões de endometriose até o uso de medicação. Os medicamentos são prescritos para tratar os sintomas dolorosos da endometriose
O Allurene® (dienogeste) é uma terapia oral desenvolvida pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals e é a primeira medicação aprovada para o uso exclusivo de pacientes com endometriose, oferecendo um tratamento sob medida para a dor causada pela doença.
Reportagem: Assessoria de imprensa. Foto: Divulgação.












