Crianças fazem cirurgia plástica para evitar bullying

Vítimas de constrangimentos devido à curvatura exagerada da orelha, crianças a partir dos seis anos de idade já podem se submeter a procedimentos cirúrgicos, para a correção do problema e consequente aumento da autoestima

Dados da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) mostram que são realizadas 127.887 mil cirurgias plásticas por ano em crianças, o que representa 21% do total de processos cirúrgicos estéticos ou reparadores no Brasil. O procedimento estético mais comum é a correção de orelhas de abano, realizada a partir dos seis anos de idade. O problema, que atinge 5% da população, caracteriza-se pela projeção exagerada da orelha em relação ao crânio.

Apesar de parecer apenas uma questão de aparência, as orelhas de abano podem abalar a autoestima, principalmente na idade escolar, quando as crianças são alvos de brincadeiras, apelido e piadas.

Aos 10 anos de idade, a “bailarina” Júlia Freitas, como gosta de ser chamada, pediu de presente aos pais a correção das orelhas. Aluna de ballet há seis anos, a menina se sentia incomodada com o problema. A mãe, Carolina Freitas, conta que Júlia sempre tentou disfarçar e esconder a situação usando faixas, por exemplo, mas nada a satisfazia.

“Quando ela decidiu pela cirurgia, não esperamos muito para resolver” lembra.  Após oito meses da operação, a “bailarina” Júlia diz se sentir muito mais bonita e confiante.

A operação é de relativa simplicidade e está indicada quando o abano traz transtornos significativos à criança. De acordo com Dr. Mauro Speranzini, cirurgião plástico especialista em otoplastia, os resultados tem se tornado cada vez mais naturais e sem complicações. “Apesar de simples não é um procedimento banal e o médico deve estar familiarizado com as diversas técnicas para obter os resultados naturais e permanentes” comenta Speranzini.

Dr. Mauro Speranzini 

 Formou-se na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) em 1987. Especializou-se em Cirurgia Plástica no Hospital dos Defeitos da Face. Obteve o Título de Especialista na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, onde é Membro Titular com tese de dissertação sobre cirurgia da orelha.

Em 2000, obteve o Título de Mestre pelo Departamento de Cirurgia da FMUSP. A tese de Mestrado, aprovada com distinção, versou sobre a “Correção de Orelhas de Abano”, conhecida como Otoplastia. Tem ministrado aulas sobre o assunto em diversos Hospitais e Serviços Credenciados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Foi Médico Assistente do Hospital Pérola Byington no período de 1993 a 2008.

Escreveu o capítulo: “Correção de orelhas de abano” no livro Cirurgia Plástica – Dr. José Marcos Mélega, publicado em 2011. Na qualidade de coordenador, ministrou o Curso “Orelhas de Abano” nos Congressos Brasileiros de Cirurgia Plástica de Recife (2006), Curitiba (2007), Brasília (2008), São Paulo (2009) e em Vitória (2010).

É membro da American Society of Plastic Surgeons. Considerado o maior especialista do Brasil em Otoplastia, é frequentemente convidado para ministrar palestras e participar de simpósios e workshops, tendo inclusive apresentado seu trabalho no Congresso Americano de Cirurgia Plástica de 2011. Mauro Speranzini também é especialista graduado em Transplante Capilar e Cirurgia de Mama.

Reportagem: Assessoria de imprensa. Foto: Divulgação.

Qual o principal problema no Estado de São Paulo, atualmente?

Ver resultados

Carregando ... Carregando ...

Siga-nos

Veja também: