Centro Esportivo do bairro realiza campanha de conscientização.
O Centro Esportivo Tatuapé, antigo Sampaio Moreira, realiza a “Semana de Conscientização para Doação de Órgãos”.
Com frases e lápides com dizeres racionais e com uma certa pincelada de emoção, ficará exposto, no Centro Esportivo, um protótipo de cemitério em tamanho real para a realização da conscientização.
Utilizando caixas de bacalhau, sobras de madeira, terra e muita criatividade, a semana foi idealizada por Francisco Antonio Colono Filho, agente de apoio, e pelo coordenador do Centro Esportivo, José Garcia Telles Junior.
“Nosso intuito é realçar a necessidade que temos atualmente, enquanto a ciência e a tecnologia ainda não atende todas necessidades”, diz Garcia.
Uma das frases de impacto utilizadas no evento é: “Se a morte é a passagem da vida temporal para a vida de eterna felicidade, deixe seus órgãos para quem ainda esta infeliz”.
Outra frase exposta no evento diz: “Neste Natal, para muitas pessoas, o melhor presente não pode ser comprado. Tem que ser doado!” Essas e outras frases poderão ser lidas na “Semana de Conscientização para Doação de Órgãos”.
Sr. Colono, como é carinhosamente conhecido por todos que frequentam o Centro Esportivo e um dos idealizadores do projeto, conta sobre os cinco meses que antecederam o evento: “discutimos cada vírgula, com preocupação e objetividade, e o resultado foi imediato. As pessoas estão se identificando com nosso trabalho. Agradeço a oportunidade em participar, a humildade e o respeito de nosso coordenador para com a minha pessoa. Me sinto valorizado”, diz Colono.
Para José Garcia, o intuito também é ajudar o Instituto Viva Rim que atende 360 pessoas com problemas renais e passa por necessidades. “Nosso evento superou as expectativas. O Sr. Colono tem muita sensibilidade. Descobri um verdadeiro artista”, comenta entusiasmado o coordenador do Centro Esportivo.
Doação de órgãos
A resistência à doação de órgãos tem origens emocionais, culturais, na ignorância, descaso e crenças religiosas. Mas também é complexa a percepção que se tem do corpo como um lugar de vida e da identidade pessoal. Um sentimento de propriedade inalienável passa pela inconsciente relação entre o corpo e seus órgãos, como se a morte pudesse ser evitada para atender o desejo de imortalidade do ser. Não apenas recalcamos a morte, mas a ocultamos como nunca na história.
Os extremos se unem para inibir a lucidez, de um lado a banalização da morte, do outro o culto e sacralização do corpo após a morte, entre outra questões religiosas.
A negação da morte, a valorização da vida graças em parte ao seu prolongamento pela medicina, e a dimensão religiosa, de crenças, convicções e superstições tem inibido a reflexão e o indispensável enfrentamento do fim.
Ser doador de órgãos é um notável exemplo de solidariedade social, confiança na ciência, oferecendo seus nobres órgãos ao avanço da medicina, num gesto de gratidão à vida e amor ao próximo, pelo qual agradecemos. Com uma decoração diferente do habitual o C.E. Tatuapé comemora o Natal.
Reportagem: Da Redação. Foto: Divulgação.











