Angela Dip é conhecida por ser uma artista que inova na forma de atuação.
Imagine uma artista completa que atua, dança, escreve, edita e faz comédia. Essa é a gaúcha Angela Dip, que na TV ficou conhecida a Penélope de Castelo Rá-Tim-Bum. Ao longo da carreira, já participou do premiado espetáculo “Terça Insana”, da Minissérie “Maysa”, do seriado “Malhação” e recentemente interpretou a alcoólatra Vivian, na novela “Amor a Vida”, da Rede Globo. Em cartaz com o monólogo “O Barril”, Angela concede entrevista. Leia abaixo:
Você iniciou carreira no teatro, com o circuito underground, ao lado de Marcelo Mansfield e Grace Gianoukas. Como foi esse começo?
Eu e Grace, vindas de Porto Alegre, acabamos nos encontrando em São Paulo com o mesmo objetivo de atuar. Eu fazia telegrama animado e trabalhava em bares como garçonete. Conhecemos o Marcelo e criamos um primeiro espetáculo de quadros cômicos chamado “nas gôndolas do Tietê”. Depois, criamos um evento anual para premiar nossos ídolos, o “troféu creme de la creme”, que foi um grande sucesso por cinco anos, e nos tornarmos conhecidos.
Você fez personagens famosos na televisão. Como é ainda ser lembrada por “Penélope Charmosa”, do programa Castelo Rá-Tim-Bum?
É maravilhoso ter participado de todos os três programas da grife Rá-Tim-Bum. Há dois anos faço o meu personagem no teatro “Penélope, a repórter cor de rosa” e amo o contato com as crianças.
Como foi a transição de deixar de fazer alguns personagens na TV para se aventurar no stand-up comedy? Você sentiu algum impacto?
Sim, a primeira vez que fiz me senti “nua” no palco. Muito estranho estar no palco sem nenhum “disfarce”. Mas no fundo quando você está diante de uma plateia, de alguma maneira você nunca é você mesma. Sempre existe, no mínimo, a sombra de algum personagem.
E a experiência fazer a personagem “Vivian”, na novela “Amor a Vida”, da Rede Globo, como foi?
Excelente. Não esperava que a Vivian tivesse este viés dramático abordado na questão do alcoolismo. Pra mim, foi desafiante e enriquecedor.
O espetáculo “Angela Dip Só Para Mulheres” é um stand-up específico para mulheres, onde homens não entravam. Qual foi a repercussão disso? Foi ótima! Fora que é realmente muito divertido ficar só entre mulheres falando sobre algumas questões que são pertinentes somente ao universo feminino, que por incrível que pareça, ainda existe.
De todos os seus trabalhos, qual mais te marcou e porquê?
O que estou fazendo agora é sempre o mais marcante! Estou ensaiando “O Barril”, me preparando pra viver um personagem incrível num seriado para o canal pago HBO e também lançarei um livro pela editora Matriz, o “Só pra mulheres”.
Neste mês de maio reestreia o espetáculo “O Barril”. O que esperar dessa peça?
“O Barril” já tem 16 anos. Virou um adolescente. Nós criamos este espetáculo há tanto tempo… O mundo era tão diferente, tipo pré-internet. Estou curiosa pra ver qual será a reação do público nos dias de hoje.
Entrevista: Rita Gabriele Zuini. Foto: Divulgação.












