Nesta sexta-feira o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou a extinção do contrato com a Controlar, empresa responsável por inspecionar os veículos na cidade de São Paulo. A decisão teve o aval da procuradoria geral do município.

A partir do ano que vem a prefeitura deve anunciar mais quatro empresas para prestar este tipo de serviço aos munícipes da cidade.

O que antigamente caracterizava monopólio, amanhã significará uma concorrência entre as empresas, que, muito provavelmente, serão responsáveis por inspeções em regiões específicas da cidade.

A Controlar surgiu na gestão Kassab com o objetivo de criar condições de regular a emissão de poluentes provenientes de veículos na cidade.

Se por um lado a atitude foi louvável pelo fato de que todo mínimo esforço para colocar menos poluentes na atmosfera é importante, por outro, a empresa controlava todo o processo, o que levantaram suspeitas de sua atuação com investigação na justiça. A cobrança também tinha caráter abusivo e impositivo, segundo pessoas oponentes ao projeto.
Fernando Haddad prometeu em sua campanha à prefeitura em 2012 cancelar a taxa de inspeção. Hoje cumpriu. Quem fez a inspeção neste ano pode solicitar o reembolso.

Entretanto, no próximo ano, a inspeção volta com condições diferentes, e ainda não se sabe quais os desdobramentos para saber, se de fato, será um peso no bolso do contribuinte ou não.

Segundo o prefeito, com a aprovação dos vereadores, a inspeção não terá custo para os contribuintes em 2014.

As perguntas que ficam são: As quatro novas empresas trabalharão de graça? O contribuinte não terá uma guia de recolhimento, mas o município terá como arcar com o custo? Aumentará algum imposto para cobrir os valores?

O fato é que se isso se confirmar, dará na mesma! Vamos trocar seis por meia dúzia com a falsa sensação de que o habitante da cidade não terá custo com o processo.

As licitações devem acontecer nos próximos meses e a situação ficará nesta condição até o início do próximo ano.

Porém, o que se espera é que não se perca a vontade de controlar a poluição da cidade, fato que surgiu na gestão anterior, e que é tendência e prática clara em outras grandes cidades do mundo.

É preciso ainda que haja mais rigor na fiscalização dos autos, afinal, todos os dias é possível ver pela cidade muitos carros sem condições mínimas de tráfego, sendo protagonistas no trânsito de nossa cidade.

Que o projeto é importante, todos nós sabemos. Agora a dúvida que fica é se o contribuinte será mesmo isento das despesas no futuro.

Reportagem: Assessoria de imprensa. Foto: Divulgação.