Marcelo Rezende fala ao SP Jornal

Apresentador do “Cidade Alerta” conta tudo sobre seu sucesso.

O jornalista Marcelo Rezende, que iniciou a carreira em 1969, apresenta o “Cidade Alerta”, da Rede Record. O novo formato do programa foi um pedido do apresentador à emissora e deu certo: é um dos líderes de audiência no horário. Com o sucesso, Marcelo caiu nas graças do povo ao criar um dos bordões mais famosos do país, o “corta pra mim”.

Sempre bem-humorado, Rezende conta tudo sobre o início de sua carreira, a parceria com Percival de Souza e o sucesso do seu programa. Leia a entrevista completa:

Como começou sua carreira de jornalista?
Comecei porque fui visitar uma redação de jornal – o Jornal dos Sports, no Rio de Janeiro, e vi um homem datilografando uma relação de times de futebol de várzea de um campeonato patrocinado pelo JS. Ele ficou grato por eu ter ditado. No dia seguinte, meu primo me levou para a visita e ligou: o homem que eu ajudei era o diretor geral do jornal e tinha ido ajudar a redação no fechamento. Ele me convidou para ser repórter. Eu tinha 17 anos.

De onde surgiu o convite para apresentar o “Cidade Alerta”?
Eu estava no Repórter Record, que ia bem de audiência. O vice-presidente de jornalismo da Rede Record, Douglas Tavolaro, pediu para eu fazer o Cidade. Eu não queria. Ele insistiu e eu disse que, então, faria, mas se fosse do meu jeito. Ele topou. Assim nasceu o novo Cidade.

Hoje o “Cidade Alerta” é um dos líderes de audiência. Como isso reflete na equipe?
Estamos nos sentindo super felizes. Há uma interação muito grande, onde conseguimos ser sérios e bem humorados ao mesmo tempo. A equipe tem jogo de cintura para caminhar pelos dois lados sem tropeçar.

De onde veio a ideia de misturar o humor com a notícia policial e investigativa?
Quando eu disse do meu jeito, era assim. Como sempre digo: eu danço com a vida antes que ela dance comigo. Sou o tempo todo bem humorado. E foi isso que levei, pela primeira vez, para a TV.

Como surgiu esse grande chavão que hoje está na boca de todos, o “corta pra mim”?
Um diretor de TV estava com a imagem, mas não voltava a imagem para o estúdio. Era 2005, no antigo Cidade Alerta. Eu gritei: corta pra mim, [porra]. O microfone estava aberto, infelizmente. A partir daí, sempre que a imagem não voltava para mim eu gritava: corta pra mim. E agora pegou.

O programa é conduzido com notícias e ao mesmo tempo com o comentários de Percival de Souza. Como é tê-lo na equipe?
Percival é o morto mais vivo da história. É um privilégio conviver com alguém com tanto conhecimento e tanto senso de justiça e humanidade.

De onde surgiu a ideia para lançar livro “Corta Pra Mim”?
De um amigo, o diretor do Cidade, Clovis Rabelo. Eu não tinha vontade, mas ele me incentivou e, graças a Deus, mais de 50 mil pessoas já estão lendo o livro.

Onde podemos seguir seu trabalho?
Por enquanto, na Record e no livro “Corta Pra Mim”. O futuro? A Deus pertence.

Entrevista: Rita Gabriele Zuini. Foto: Divulgação.

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