2014 encerrou e com ele os eventos, as instabilidades e as desconfianças. Agora é hora do acerto de contas e planejamento. Seja para o governo, seja para o comerciante, seja para o cidadão.
O aumento dos tributos para a gasolina e o diesel sugere demanda e preferência para etanol, entretanto, não será suficiente para conter a insatisfação dos cidadãos que veem no bolso mais uma ação de governo para ajustar o baixo crescimento econômico o qual fomos submetidos no ano passado.
Tanto a votação para o projeto que derrubava a meta de 2014 quanto o aumento dos tributos da gasolina e da energia elétrica foram assegurados pela presidente Dilma, em sua campanha, que não aconteceriam. Ela faltou com a verdade!
Assim como Alckmin, que garantiu em campanha de não existir necessidade do racionamento de água. Enquanto o mesmo já acontecia, o governo paulista falhou ao não alertar a população quanto à economia já em 2013 quando tinha informações para tal. Ele também faltou com a verdade!
O brasileiro já é acostumado com estas atitudes, infelizmente, e vive a repetir erros nas urnas não somente no poder executivo, mas também no legislativo.
É claro que os governantes acertam em algumas questões e outras nem tanto. O fato é que água e economia nunca foram tão importantes no debate público.
Enfim, já passageira toda a insatisfação, a revolução pelos R$ 0,20 centavos ficou para trás. Presidente e governador foram reeleitos. A passagem agora está em R$ 3,50 e os tributos acima citados sofreram reajustes. O gigante acordou e dormiu rapidamente!
Por mais que o mercado reaja negativamente em primeiro momento, após este período de reajuste e pagamento de contas dos compromissos do final de 2014 como festas, IPVA, entre outros –, é preciso sim olhar para um 2015 com otimismo.
Manter a postura da reclamação é importante, questionar os representantes eleitos também, porém, mais do que isso é preciso erguer a cabeça e seguir produzindo.
Com carnaval pela frente, onde economia só alavanca após o mesmo, é preciso crer que este ano não haverá a instabilidade econômica por conta de Copa do Mundo e das eleições, eventos que tradicionalmente emperram investimentos e a própria ação de investidores.
Temos de desejar perseverança para todos. Afinal, serão meses de atenção para economia, principalmente, a de água, nosso bem mais precioso.
Por Antonio Gelfusa Junior.











