Em agosto de 2015 este espaço foi destinado para abordar a questão da redução de velocidade nas vias de São Paulo.
Após 2 meses alguns dados já surgem e são importantes para que a população e os órgãos competentes analisem.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, órgão vinculado ao Governo de SP, expediu um comunicado importante com relação à mortalidade no trânsito de São Paulo.
Segundo a SSP, as mortes caíram 50% no mês de setembro na cidade de São Paulo com relação ao mesmo período do ano anterior. A redução foi de 46 para 23 casos.
Entre os meses de janeiro a setembro de 2015 o número de acidentes com mortes recuou 26,9% na capital. Foram 307 casos contra 420 no mesmo período do ano anterior.
Quanto aos dados da Prefeitura de SP, o balanço inicial da redução para 50 km/h em 14 vias da capital é que diminuiu cerca de 22% dos acidentes e 33% o número de mortos.
O prefeito Fernando Haddad, após exposição inicial das estatísticas e números quanto à redução, prevê uma liberação de 60 leitos hospitalares por dia por conta desta ação.
Reduzir a velocidade nas grandes vias de SP é um acerto, até porque o fluxo de carros e de pessoas nas grandes megalópoles não pode ficar à mercê de indivíduos mal educados que não respeitam as leis de trânsito.
O custo de um acidente vai muito além de um leito ocupado. Os envolvidos em um acidente atrasam encomendas, ônibus que não chegam aos seus destinos, pessoas que atrasam em consultas médicas e por aí vai. É incalculável!
A acusação de tratar-se de uma indústria de multas, de fato, incomoda muita gente. E também é claro que precisa ser acompanhado pelos cidadãos e pelas instituições públicas qualquer tipo de desconfiança. Mas é claro também que se o cidadão respeitar as leis de trânsito, naturalmente, não há indústria de multas que resista. Simples assim!
De certa forma isso também não isenta a prefeitura de São Paulo pelo erro de não ter pensado em uma ação de divulgação e educação no trânsito, prevista em lei, com investimento de 5% dos valores arrecadados em multas, sinalização, educação entre outras ações. A última vez que a CET promoveu algo do gênero foi na gestão Kassab.
Em comparação com a prefeitura de Curitiba, por exemplo, que investiu em comunicação e orientação aos condutores quanto a implantação de “áreas calmas” e de “baixa velocidade”, a maior cidade do país reduziu sua velocidade em curto prazo e não promoveu uma pré-orientação, campanha publicitária ou mesmo ação coordenada de comunicação, ativação, entre outras. Falha grave!
De qualquer maneira, os fatos acima mostram que a redução de velocidade foi uma política pública pensada para o coletivo. Toda grande cidade precisa se tornar mais humana e naturalmente essa foi uma “bola dentro” da administração atual, assim como na administração anterior, que já promovera uma redução similar.
É claro que ninguém gosta de andar em baixa velocidade, mas como a quantidade de carros por enquanto não deve diminuir, é de se pensar que a redução está salvando vidas e aumentando a velocidade média dos condutores.
Antonio Gelfusa Junior é diretor do SP Grupo de Jornais.












