Ator e dançarino Paulo Goulart Filho prova seu talento profissional.
O ator Paulo Goulart Filho conta detalhes sobre o início da carreira e a dor na morte do seu pai, o consagrado ator Paulo Goulart. Atualmente, Paulo se divide em pois projetos: a peça “39 degraus”, em cartaz no Teatro Itália, e a montagem “13”, que percorre as Universidades do país. Leia a entrevista completa:
Como foi o início de sua carreira artística?
Meu primeiro trabalho foi na extinta TV Tupi, na novela “Papai Coração”, em 1976. No teatro, minha estreia foi na peça “Dona Rosita, a Solteira” em 1980, ainda adolescente. Na época achei que meu caminho era outro. Fui fazer faculdade de Educação Física e, na faculdade, conheci a dança. Em 1985 fiz meu primeiro trabalho como bailarino, na casa de shows Palladium, e daí por diante não parei mais de trabalhar.
Como é ser filho de Nicette Bruno e Paulo Goulart, dois grandes ícones da TV brasileira?
É um privilégio e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade. Tive em casa meus mestres, eles são minha referência como ator e profissional, mas no início da carreira é um peso grande carregar o nome desses grandes atores, a cobrança é maior, mais isso fez com que buscasse meu caminho sempre estudando e me preparando para as oportunidades que apareciam.
A união dos seus pais sempre foi espelho de amor e carinho para muitos casais. Como foi a perda do seu pai, em março deste ano, para sua família?
Foi difícil, como toda perda. A dor e a saudade sempre existirão, mas nosso entendimento e crença na evolução espiritual nos ajuda muito a enfrentar esse momento. Nossa família ficou mais unida ainda, nos ajudamos muito, sempre estamos juntos para o que for preciso.
Com duas peças em cartaz no mesmo Teatro, como é conciliar tudo ao mesmo tempo?
Não é fácil, mas é muito bom… Adoro o que faço, então representar no palco pra mim é sempre um prazer, mas a cabeça tem que estar funcionando bem pra não misturar as peças e os personagens (risos).
Na peça “39 degraus”, você faz vários personagens ao mesmo tempo. Como é poder retratar o filme de Alfred Hitchcock com tanta fidelidade e bom humor?
É um grande prazer. Essa peça é uma rara oportunidade para um ator, pois nela tenho a chance de viver vários tipos diferentes: vendedor, policial, detetive, capanga, velha, tudo com muito humor e com um trabalho físico que adoro. Enfim, é uma grande brincadeira, mas muito difícil de ser realizada tecnicamente.
Já na peça “13”, você narra uma tarde de domingo entre um empresário e seu motorista. O que esperar dessa peça?
É uma comédia bem popular, estamos apresentando essa peça nas Universidades dentro do projeto “Teatro nas Universidades”, para os alunos, e a reação é incrível. Eles adoram e se divertem muito, através do futebol e da Loteria Esportiva no final dos anos 70. Abordamos temas como ética, moral, o jogo e o poder da classe dominante (ricos) sobre a classe dominada (pobres). Tudo com muito humor.
Como o público pode seguir seus trabalhos?
No momento estou em cartaz no Teatro Itália, espero todos lá, e, em breve, nos cinemas com “Lampião, o filme”.
Entrevista: Rita Gabriele Zuini. Foto: Divulgação.












